Páginas

sábado, 14 de junho de 2008

Sonhos

Vejo as crianças correndo pelas ruas,
todas róseas, alvas, ingênuas, azuis.
Sem as preocupações de um novo mundo,
com os olhos cheios de esperança.

Eram assim pelo amanhecer
entardecer,
anoitecer.

Mas o tempo foi o encarregado de acabar com isso,
ou ao menos mostrar a verdade que o mundo propõe.

Esmagou a tudo.

Hoje são todos homens e mulheres, que lutam
contra o capitalismo
contra esse tédio
esse nojo, ou apenas aceitam
e se submetem ao que chamamos de conformismo.

São assim pelo amanhecer
entardecer
e ainda esperançosos pelo anoitecer, quando chegam
em suas casas e vêem suas crianças brincando e ainda cheios de sonhos.

2 comentários:

Gabriel Pinto disse...

talvez essa submissão não seja tão inexorável quanto o tempo...

lindo poema...

Diana Borges disse...

Lindo!

. Ana,
adorei quase tudo que escreveu aqui

Palavras num jogo
soltas
leves
infernais"


Beijo