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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Disforme

Sou a janela que se abre para varrer a escuridão desses teus olhos.
O fecho de luz que ultrapassa os furos desse telhado para penetrar nos teus sonhos.
Sou o fogo que aquece suas mãos.
Ardo. Ardes.

Sou disforme.
Sou a água que sacia sua sede.
Fonte.

Às vezes como o vento que beira teus lábios e cabelos.
Forte. Tempestuoso.

E volto a ser luz desaparecendo no último fecho de claridade na curva daquela rua.

2 comentários:

C. Martinez disse...

e se esvaeceu na leveza de seus atos.

Diana Borges disse...

Lindo, ficou o blog.
E ainda não o tinha adicionado em favoritos, acho que esqueci.
Anaaaa, ;*
Aproveitei para ler as postagens anteriores que eu não havia lido.

Escreve muito bem.