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domingo, 5 de setembro de 2010

O Escapismo ao ato Natural

Manifesto II



Nos primeiros anos que passam, quando nascemos, é comum questionarmos - mesmo que de forma tão inocente - o que há em nossa volta. Tudo parece ser um mistério e sempre há novas questões soltas no ar. E, talvez, são as descobertas que nos fazem desejar novamente questionar.

Mas, de alguma forma, no prazo máximo de até duas décadas tudo muda. Pelo menos, a maioria de nós passa a acreditar que, de algum modo, estamos em um outro tipo de patamar - se não inatingível, é quase isso. Não há questionamentos. No entanto, os mistérios permanecem.

Qualquer "Chama do Saber" que antes o consumia por inteiro e queimava incessantemente, fazendo-o buscar por algo a mais, se transformava em uma pequena faísca, ou, até mesmo deixa de existir. Tudo é providencial. Afinal, o que veio antes já deixou tudo "pronto".

Criamos uma ilusão, ou participamos de uma ilusão alheia que nos faz acreditar em algo que está fora de individual ou coletiva realidade em que vivemos. Assentimos a tudo que nos é mostrado, ou dito, como de forma esclarecedora, real e/ou verdadeira. Esse alimento já é suficiente, ou nos parece suficiente. Um falso sabor.

O mundo enfrente diversos problemas. Nós enfrentamos diversos problemas todos os dias. Apesar de muitas situações serem totalmente específicas, deveríamos entender que diretamente ou indiretamente carregamos alguma parcela de culpa, mesmo que pequena. É esse comodismo que nos faz ficar parados, seguindo o fluxo, sem entender que o que é bom pode melhorar. Estamos inertes.




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2 comentários:

Thalita Martins, disse...

ai, como eu amo tudo que sai de você, em qualquer lugar que apareça...

Mariana Khalil disse...

Grata, Tha. É bom ter sua presença aqui, ou em qualquer outro lugar.